quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

As aventuras de um eterno poeta


Capítulo 1.

Queria te mandar um buquê. Pra dizer que você é a menina mais linda de todos os tempos da última semana. Fico em frente o computador olhando pra madrugada levemente fria fumando um cigarro de palha e ouvindo música clássica. Gosto de mentir pra mim mesmo que você é a garota certa e repassar seu rosto. Sei que essas flores que te mando amanhã estarão murchas. Meus sentimentos provavelmente serão os mesmos. Talvez eu encontre outra garota por aí que ainda me encanta. E todos as 1001 noites e histórias de amor sem fim se vão embora em 0001 milésimo. Talvez seja uma maldição, não amar nínguem. Há quem diga que o meu caminho seja para ser seguido sozinho.


Prefiro pensar que minha maldição é ser um eterno poeta, jornalista. Pois sabem como é, o jornalismo é aquele menino do cabelo engraçado e das roupas esquisitas ruim de bola sentado no canto do pátio lendo um livro velho. Preciso estar sempre com o coração partido, sabe como que é? Existe um último romântico dentro de mim imortal que queria que morássemos numa cidadezinha pequena de iluminação pitoresca, pegar um violão e cantar uma moda qualquer que falasse de amor pra você. Ou que estivessemos um sarau e te cortejasse.

Mas a realidade é um ônibus lotado rumo ao centro num calor de 40 graus. A realidade é a aliança no seu dedo anelar. Maldita essa. Sempre tá lá de Lei. Mas é pra isso que aqui estou. Para sofrer. Sabe é difícil contar isso pras pessoas na fila de um banco ou quem senta do seu lado no trabalho, mas eu tenho sete mil vidas no amor. Que estão sempre se renovando. E hoje, por alguns minutos, te amei por toda a minha vida. E você foi e é a mais linda. Cumprindo assim minha maldição de poeta, que deve fingir que sente. E de repente senti vontade de ser careta e falar que queria te amar. Te mandar uma cartinha brega e levarmos uma vida burguesa normal. Acho que é a última fase do meu processo criativo ao qual sou alheio. Sofrer é uma constante. Mas nessa momento já é tarde demais e não me sinto no direito de escrever pedindo pra te amar. Escrevo para os bêbados, para os que sofrem, que fumam, são gordos feios, negros e pardos. Escrevo para os infelizes. Infelizmente.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Faça o que puder, mas faça acontecer.

Quando escrevo, sei que não é o mesmo quando falo. Quando falo, sinto que as coisas ficaram soltas pelo ar, sinto que por mais compreendido que eu tentei ser, eu não obtive o sucesso esperado. O som que a gente escuta de uma música pode ter muito mais efeito que as minhas frases, diga-se de passagem. É assim que é, os músicos refletem nas melodias produzidas e eu me deparo com minhas meias três quartos. Falar é muito mais complicado do que se possa imaginar. Não sou aquele representante da comunidade, o escolhido para defender o direito dos moradores, não, eu sou apenas um falante, sou um simples homem, tenho minha ideologia, é nela que eu me represento. Estou eu aqui, escrevendo, tentando mostrar para as pessoas como eu sou, como eu quero que elas me vejam. Não são imagens que valem como mil palavras. Eu não acreditaria numa foto tirada de um celular, sabendo que por trás de uma imagem, existem pessoas, existem ideologias, como as minhas talvez, mas existem. Temos liberdade, assim como a liberdade de expressão. A muito tempo pensava que assim seria o mundo, posso dizer o que penso e ser aceito pelo que sou, mais o muro que eu estava sentado desabou, não é assim como me falaram. Imagens, já que são elas que movimentam multidões, são elas que faz com que mudamos nossos pensamentos, são elas que fazem a gente sentar no sofá e assisti-las por 2 horas sem parar. Não sou um crítico sem escrúpulos, não sou eu a voz do mundo, não que eu não queira ser, não sou eu que movimentarei multidões, não com a minha palavra. Como posso repetir, a fala não é a fonte de toda a informação. Vivemos em um mundo em que poucos de nós, seres humanos, têm a capacidade de ler e escrever. E por quê comparar um ser como eu, classe média, a um monstro que rouba merenda de crianças que não tem nem ao menos uma refeição por dia, não tem nem ao menos um futuro pela frente. Digo novamente, somos seres humanos, temos direitos iguais, segundo a legislação, todos temos os meus direitos e deveres, então como se fazem regras, leis para segui-las e existem monstros que aprovam-as e não as seguem? É uma faca de dois gumes, tentamos agradar a todos, mas não conseguiremos agradar todo mundo. É assim que vamos, é assim que estamos, mais não é assim que eu quero ser. Textos irão mover pessoas, irão mover seres humanos, deixaremos todo o podre do mundo nas mãos dos monstros, que se sentirão bem com o mundo, como disse, eles são monstros, estão acostumados com a desigualdade social, por exemplo. Quando acaba o meu dia, e já são umas 21:30 da noite, durmo sabendo que cumpri com o meu destino, sei que dentre tantos erros que cometi, compenso nos acertos que obtive, durmo com a mente limpa, não tenho medo do amanhã. Como eu gostaria que fosse, um mundo limpo, claro e transparente. Poder dizer, escrever o que eu penso. Olho para os lados e só vejo doenças, só vejo morte, monstros matando seres humanos. Não vou deixar que esses monstros tomem meu espaço, tomem o espaço dos seres humanos. Se eu tirasse uma foto do planeta Terra visto de cima, a uns 40000 km de distância, e toda impureza do mundo fosse de cor preta, eu ficaria envergonhado com essa foto. É ruim pensar que a raça humana é o animal mais irracional que habitou e habita o nosso planeta. São milhares de anos vivendo um mundo de mentiras, um mundo de desordem, seres humanos matando seres humanos, matando animais, matando plantas, matando vida. Agora seria adequado usar, ó meu Deus. Mais como posso usar tal frase, se por questão de pura desumanidade, religiosos do mundo esconderam e ainda escondem a verdade sobre o que mais matou gente por todo o mundo. A religião, eu tenho fé, e sempre terei, mas a fé é algo intocável, algo que talvez nunca saberei o por que, nunca saberei quem foi Jesus de Nazaré, nunca saberei se ele realmente existiu. Perguntas são feitas a todo momento, a cada segundo uma pergunta é feita no mundo, mais apenas 20% dessas perguntas são respondidas, 1% dessas perguntas são respondidas verdadeiramente, e 19% são respostas incorretas ou que não sabemos responder e para ficarmos livre de tantas perguntas sem respostas, optamos pelo caminho mais rápido, a mentira. Poderia eu escrever, mais 800 páginas, falando somente desse mundo que nos cerca, posso falar, somente o tempo que eu estou aqui, somente 21 anos para dizer o que eu vi durante esses anos da minha vida. Se eu chorasse por todas as vidas perdidas nesse mundo eu choraria durante anos sem parar, encheria reservatórios de água que poderiam abastecer todo o continente africano.


Agora queria deixar uma mensagem de maior impacto.


Faça o que for possível.

Nota sobre meu sumiço

Acho que andei me poluindo. Isso explica minha ausência e carência de boas palavras. Lendo Harry Potter, assistindo Lua Nova, bebendo de menos e trabalhando demais. Tentando um suicídio menos mortal que cortar os pulsos, que eu resolvi deixar pro final. Uma dose de nostalgia talvez tenha sido meu humanicida. Talvez.
Nostalgia pode ser remédio pro peito, mas como todo remédio, a cura depende da dose. Tentando não pensar no futuro, tentando não pensar em profissão, tentando não pensar em virar gente grande, acabei me formando antes da hora. Tenho estado infeliz, não?!
Eu podei tudo que me dava prazer, não sei se pra ter dó de mim mesma ou pra falar que eu tinha mais o que fazer do que ser feliz. Depois de um click é que eu fui perceber que a hora de ser feliz é agora. E daqui um mês eu vou ter que ter outro click desse porque eu vou esquecer mais uma vez de que a felicidade não se constrói e sim se vive sem planejamento. Isso porque temos uma irremediável mania de deixar tudo pra amanha, até o que a gente sabe que é melhor fazer hoje. Mas fazer o que?! A gente gosta de reclamar e de falar do passado.
É... também sinto falta daquele tempo em que recebia cartinhas de amor, em que minha mãe pendurava o cinto na porta pra eu almoçar olhando pra ele. Sinto falta até mesmo do que me fazia sofrer naquele tempo de criança. Problemas sempre existiram, mas em variadas proporções. Eu achava que nunca me recuperaria do primeiro fora que recebi, do primeiro porre que eu tomei. Achava que iria morrer depois daquele cinco no boletim do primeiro colegial. Achava que jamais me esqueceria daquele primeiro beijo traumático. E naquela época, eu achava que meus problemas eram insanáveis. E hoje eu sou ridícula a ponto de achar que aqueles não eram problemas e assim, vou ser sempre ridícula porque vou sempre achar que os problemas ainda não resolvidos são maiores dos que eu já resolvi.
Engraçado é que a vida nunca muda, por mais que a gente sempre acorde dizendo que amanhã vai ser diferente. Isso me tranqüiliza, sabia?! Porque eu sei que toda a infelicidade não passa de uma fase, a não ser que seja um carma. Não é meu caso. Eu nasci pra ser feliz e não tenho vocação pra sofrimento. Mas todo mundo tem má fase. Estou tentando me recuperar de uma. Peixe fora d’água, borboleta no aquário. É isso. Só tenho que encontrar o meu lugar.

Nostalgia:


Quando pequeno eu achava que isso era nome de remédio. Sei lá, alguma Novalgina querendo ser chic ou algum medicamento contra alergia. E eu cresci e aprendi que nostalgia às vezes pode ser remédio contra dor no peito. Como a de agora.

Sinto saudades de beber Fanta nos copos grandes da casa da minha avó. Comer frango no prato de plástico e depois do almoço matar meia fôrma de pudim. Forma, que seja. Eu ainda posso fazer tudo isso, mas não é mais a mesma coisa. Até o cheiro é diferente. Acho que o amor me torna chato.

Sinto saudades do meu 'vôdrasto', que bateu as botas em 2005. Corinthiano doente, me lembro da última vez que nos falamos antes dele fazer a passagem: 'Você ainda tem dúvidas de que o Corinthians vai ser campeão esse ano?' Foi o que ele me disse, num domingo, segunda quinzena de agosto. Na terça ele morreu. E eu sei que de alguma maneira, mexeu uns pauzinhos lá do céu e fez com que o STJD fizesse o Corinthians campeão.

Sinto saudades de cavar buracos na terra vermelha e jogar biloca. Desenhar no chão usando um tijolo, um círculo pra jogar pião. Passo numa rua estreita e vejo uns guris jogando golzinho usando os chinelos como traves. Foi alta. Quem chuta busca. Voltar pra casa sem o tampão do dedo, que minha irmã insiste em chamar de capotinho. Saudade de betar uma bola daquelas que vem quicando e fechar o jogo numa betada só.

Saudade de dar pezinho pro Cirú pular um muro aleatório e buscar a bola que o vizinho se recusou a devolver. Saudade dos intermináveis campeonatos de futebol de botão com o Pedro Victor. Ou dos gols perdidos pelo Fezes ou pelo Zé Paulo. Acendo um Hilton longo e me recordo da amiga do Gordinho falando que era 'cigarro de coroa louco'. Acho que envelheci mesmo. Dez anos ou mais, nesse último mês.

Sinto saudades como se fossem coisas de 20, 30 anos atrás. E dói, sabe? Sim, eu sei que sabe. Vou tomar uma colher de nostalgia. Mas, sabe o que é pior? Essa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi. Essa dói demais. E tenho medo de nem chegar a ver. Durma, medo meu. Eu perdi meu medo da chuva, meu medo de avião. Só não perco meu medo de perder meus amores e minhas nostalgias. Queria ser como nas bandas do imortal. Preciso de xarope, preciso de você.

Quanto mais pensar, ele acaba.

Quanto mais eu estiver feliz, vou saber que é para sempre,
Quanto mais for para sempre, saberei que não é à toa,
Quanto mais à toa não for, saberei que tem um motivo,
Quanto mais motivo tiver, vou me apegar e amar,
Quanto mais me apegar e amar, largarei o sofrimento,
Quanto mais largar o sofrimento, não precisarei de ninguém,
Quanto mais não precisar de ninguém, mais estarei sozinho,
Quanto mais estiver sozinho, mais serei infeliz,
Quanto mais infeliz eu for, mais pensarei no fim,
Quanto mais eu pensar no fim, ele acabará.

Perfume de mulher.


A cena: Um parque numa capital longe demais das capitais, de um estado que carrega o nome de índios que quiçá existiram.

Quando? Não importa, todos seremos velhos um dia.


Persongens:

Ulisses: Um velho jornalista, bem velho mesmo. Descendente de italianos, Vilanovense, Com a voz rouca de tanto fumar e um barrigão de chopp.

Heitor: Outro velho jornalista, também bem velho. Descendente de portugueses esse. Não tinha um barrigão porque nunca foi muito de beber mas com a mesma voz rouca mutilada pelos programas de rádio.
E um pastor alemão brincando na grama.

Começa a cena com os dois sentados conversando enquanto o cachorro se deleita com a grama fresca.




Heitor: Nossa, olha que moça bonita passando. Me lembra a Melissa, você lembra dela?

Ulisses: Claro, meu Alzheimer não chegou a esse ponto. Afinal de contas, como esquecer.

Heitor: Haha. Me senti até poético agora. Se afinal o que é rock and roll, o óculos do John ou o olhar do Paul, o que é o amor? 150 reais e 50 anos depois se lembrar sentado em um banco de praça ou 150 inesgotáveis dias de saudade e solidão?

Ulisses: Haha, você não muda mesmo. Continua um sentimental. Eu já custo sentir alguma coisa. Me sinto uma máquina velha sem óleo nas juntas e que quando ousa se movimentar chia pra tudo quanto é lado.

Heitor: Eu também, mas esses dias do nada senti um cheiro que fez com que eu me sentisse como se tivesse 19 anos novamente.

Ulisses: Qual?

Heitor: O cheiro dos perfumes das putas. Você se lembra? Aquele perfume sensual, barato, misturado com cerveja e cigarro e um pouco de suor. Ah rapaz, me senti tão pronto como se tivesse 18 anos e tivesse sentado no puteiro da Ricardo Paranhos pela primeira vez. Como se elas tivessem do meu lado com aquela cara misturando graça e tortura por sermos tão jovens.

Ulisses: Esses dias senti um desses também. O cheiro do serra. Todo mundo emparelhado feito boi na fila num calor de rachar de pleno domingão, final contra os moxés. Quando ainda vendia cerveja no estádio. Aquele cheiro de cerveja, de povo, de peão suado e de sol rachando num domingo a tarde. Aquele cheiro de Viiiiiiiiiiila!
Logo senti saudade do meu pai do meu lado na fila. Aquele lá sim gritava Vila como ninguém.

Heitor: É, também já senti o cheiro de um Santana '88 que meu pai tinha, nos divertimos a beça nele.

Ulisses: Sabe, quando se é tão velho acho que é melhor não sentirmos mais nada.

Heitor: É. Deixa pra lá.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


Serei feliz quando juntar dinheiro
Der a volta ao mundo e mudar de emprego
Serei feliz quando estiver mais magro
E couber em qualquer roupa que estiver na moda
Serei feliz quando estiver respostas
Quando for famoso e me sentir seguro
Serei feliz quando ela for embora
Quando o meu país me parecer mais justo

Serei feliz quando a dor passar
Serei feliz em outro lugar
Serei feliz quando você ligar
A sorte é que tem sempre alguém pra me lembrar

Que agora é o futuro
Que eu andava esperando
Agora é o futuro
Se não agora, quando?

Serei feliz quando eu tiver dezoito
Sair de casa e comprar um carro
Serei feliz quando aos trinta e poucos
Comprar a minha casa e a vida for mais clara
Serei feliz quando um verso meu
Te fizer chorar e perder a fala
Serei feliz quando eu abrir a porta
E encontrar os meus problemas arrumando a mala

Serei feliz quando o sol nascer
Serei feliz quando Deus quiser
Serei feliz quando merecer
Mas escrevo pelos muros pra não me esquecer

Que agora é o futuro
Que eu andava esperando
Agora é o futuro
Se não agora, quando?



(Leoni)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Lembranças do Imortal













Passam-se os anos e continuo só

Alego que prefiro

Mas na verdade é um martírio

Sofro por não arriscar

E não arrisco por medo de sofrer

Porque sei que vou amar

E sei que vou perder

Vivo na segurança de não viver

Sobrando então e somente

A única prova de minha humanidade esquecida

O sentimento de não ter sentimentos

E assim

Continuo vivendo sem viver...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A dúvida é o preço da pureza



Florença, 2023. Termômetro, 5 graus. Relógio, 6 e 15 da manhã. Garrafa, café. Hoje eu acordei mais cedo, tomei sozinha o café. É, meu marido tá em Paris, final da Champions League. Curiosamente, entre Fiorentina e Liverpool. Meus filhos ainda estão dormindo. Os três. Você nunca leu o diário de uma mãe de família, certo? Sabe porque? Por que mães de família não têm vida própria.

Ligo a tv. Desligo a tv. Ligo de novo. Um mol de programas pra entreter mães preguiçosas que deixam seus filhos nas escolas e se empanturram de chocolate. Isso quando não se masturbam pensando no cara da academia. 'Nossa, que horror uma mãe de família falar isso!' Foda-se, ok? Não mandei mexer no meu diário. E sabe, eu podia ser uma delas.

Um dia, nos tempos da tragédia no Haiti, pouco antes da Hebe morrer, eu era só uma guria bonita que tinha um mp4 e amava McDonald's. Eu era assim e namorava a 5 anos. Me gusta marijuana, me gustas tu. Mais de 29 dias na prisão. Hora dessas eu poderia estar numa sala de estar lixando as unhas. Ou pensando no cara da academia. Mas apareceu um maluco beleza e...

... Eu vi que eu não era só a guria fútil que se achava gorda. Eu vi que tinha maturidade. Sabia o que eu queria. Era cheia de virtudes. E de vícios. Eu poderia estar contente por ter sucesso na vida, eu poderia estar feliz porque consegui comprar um Porsche 2023. Mas seria em algum outro canto do mundo. Em uma outra direção. Mas estou aqui.

Por que esse maluco beleza um dia roubou um carro e me levou pra ver o pôr-do-sol. E era o que eu precisava ver. Eu nunca tinha vivido algo tão intenso. E é essa intensidade que me faz viva. Sou mãe de família, jornalista e não ouço sininhos. Sou a mulher mais feliz de todos os tempos da última semana. Por ele. Agora. Não sei se foi realmente a escolha certa, mas... Eu o amo. Por tekila, sexo y marihuana. Por tudo.

Eu não sei onde essa estrada vai dar, mas é nela mesmo que quero seguir.

Quando eu morrer, mas não agora.

Quando eu morrer, quero ser lembrado

Quando eu morrer, quero ser cremado
Quando eu morrer, não quero perder os amigos
Quando eu morrer, vou reencontrar os conhecidos
Quando eu morrer, quero minha estátua como a do bandeirante
Quando eu morrer, vou deixar de ser estudante
Quando eu morrer, vou parar de fumar
Quando eu morrer, um dia vou ter que parar

Antes de pensar nisso tudo, quero viver. Quero ser feliz, casar, ter filhos, uns quatro pelo menos, ser dono de empresa, viajar, conhecer o mundo, conhecer pessoas, aprender línguas, ajudar pessoas, ver meu time ser campeão do mundo, ter amigos ao meu lado, ser saudável, aprender coisas, ajudar meu país... Assim eu digo. Quando eu morrer, mas não agora.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Musicando a Musicalidade

Dedo 2 na corda E, dedo 1 na corda A, dedo 3 na corda B, dedo 4 na corda E e toque suavemente todas as cordas ( G ). Dedo 1 na corda G, dedo 2 na corda E, dedo 3 na corda B e toque suavemente todas as cordas ( D ). Dedo 1 na corda B, dedo 2 na corda D, dedo 3 na corda A e toque suavemente todas as cordas ( C ).

Grite, xingue, fale, dê algum sentido na sua vida. Mostre que as escolhas estão aos seus pés, e que tudo faz parte de um mesmo raciocínio.

Dedo 2 na corda E, dedo 1 na corda A, dedo 3 na corda B, dedo 4 na corda E e toque suavemente todas as cordas ( G ). Dedo 1 na corda G, dedo 2 na corda E, dedo 3 na corda B e toque suavemente todas as cordas ( D ). Dedo 1 na corda B, dedo 2 na corda D, dedo 3 na corda A e toque suavemente todas as cordas ( C ).

Abra os olhos, cante uma canção, aceite a vida como ela é, deixe os sonhos fluírem e não atropele a contra mão.

Dedo 2 na corda E, dedo 1 na corda A, dedo 3 na corda B, dedo 4 na corda E e toque suavemente todas as cordas ( G ). Dedo 1 na corda G, dedo 2 na corda E, dedo 3 na corda B e toque suavemente todas as cordas ( D ). Dedo 1 na corda B, dedo 2 na corda D, dedo 3 na corda A e toque suavemente todas as cordas ( C ).

Deixe o silêncio bater na sua cara, deixe ser como se é, apenas faça silêncio....

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Fidélia


4 de Fevereiro,

" Não é que a poesia seja necessária aos costumes, mas pode dar-lhes graça. "


8 de Abril,

" Papel, amigo papel, não recolhas tudo o que escrever esta pena vadia. Querendo servir-me, acabarás desservindo-me, porque se acontecer que eu me vá desta vida, sem tempo de te reduzir a cinzas, os que me lerem depois da missa de sétimo dia, ou antes, ou ainda antes do enterro, podem cuidar que te confio cuidados de amor. "


25 de Julho,

" Entre outras coisas, estive a rasgar cartas velhas. (...) Nenhuma delas vale uma só das de Plínio, mas a todas posso aplicar o que ele escrevia a Apolinário: Teremos ambos o mesmo gosto, tu em ler o que digo, e eu em dizê-lo. Os meus Apolinários estão mortos ou velhos; As apolinárias também. "


27 de Agosto,

" A música foi sempre uma das minhas inclinações, e, se não fosse temer o poético e acaso o patético, diria que é hoje uma das minhas saudades. "

1 de Dezembro,

" As teses escolares dedicam-se a pais, a parentes, a amigos; o amor é tese para uma só pessoa.

(...)

Parece-lhe que o meu coração escolhe bem?

-Pergunta ociosa, doutor; basta amar para escolher bem. Ao diabo que fosse era sempre boa escolha. "



13 de Março,

" Não há como a paixão do amor para fazer original o que é comum, e novo o que morre de velho. "


8 de Abril,

" Se eu fosse a indagar onde param os mortos, andaria o infinito e acabaria na eternidade . "






Machado De Assis,

O memorial de Aires.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Como será o meu futuro?

O ser humano vive uma vida repleta de acontecimentos que, fazem com que os momentos felizes encham sua mente de coisas boas e faz esquecer os momentos ruins do passado, ou que lembramos por muito tempo. Amar é uma sensação dolorosa e compreensiva. A poesia nos faz lembrar de como é bonito a sensação dos momentos felizes que tivemos, das coisas boas que aprendemos, da razão que nos foi dada ao abrir os olhos no primeiro dia de vida. Será que ser assim como eu sou, viver intensamente o presente me faz crer que um dia eu serei feliz? A mesma pergunta que faço todos os dias quando acordo. Amigos, amores, arrependimentos. Quando eu completar 100 anos de vida vou olhar pra traz e me perguntar, “ será que vivi o tempo suficiente pra dizer que estou satisfeito, que tudo que passei foi apenas um devaneio, um simples flash da realidade?” O errado me faz crer que o certo não passa de um sentimento vazio. Acho que vou plantar felicidade. Quem sabe esse fruto dê um sentido na minha vida.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Em qualquer canto longe daqui


A tristeza da cidade, a prefiro assim... A menina que você amava e teve que abandoná-la só para seguir em frente, é assim que me sinto por estar indo embora daqui. Eu vi um garoto de 17 anos morrer baleado. Vi putas felizes com a renda no raiar do sol. Vi overdoses aqui do lado. Espanquei um cara com um cabo de enxada. Apanhei em uma briga que nem era minha. Tomei um tiro na coxa esquerda. Passei mais de um ano perambulando por ela, conhecendo seus esgotos, suas personalidades, seus poetas pobres e fudidos, escutei as bandas de 30 anos que apenas meia dúzia de pessoas conhecem. Foi bem aqui que matei o tédio, mas ele ressuscitou e quer vingança.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Antes que eu dissesse que a vida.

Antes que eu dissesse que a vida tinha um fim, o mundo me jogou na parede.


Antes que eu dissesse que a vida era minha, você me trouxe a cura.


Antes que eu dissesse que a vida tinha terminado, eu renasci das cinzas.


Antes que eu dissesse que a vida era um saco, você me mostrou o amor.


Antes que eu dissesse que a vida tinha sentido, eu calei e te escutei.


Antes de tudo isso, você me fez chorar. Assim você insiste.


Antes que eu dissesse que a vida era difícil, eu prometi mudar.


Antes que eu dissesse que a vida tinha um castigo, você me fez parar.


Antes que eu dissesse que a vida era sua, eu senti medo.


Antes que eu dissesse que a vida tinha um lado, você me chamou do outro.


Antes que eu dissesse que a vida era curta, eu te dei carinho.


Antes de tudo isso, eu insisto. Pare de sonhar.


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