quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Cadê

todo mundo?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Io sono Jovanotti!


Boa tarde, ou noite, sei lá que horas são, nobres companheiros! Música realmente é um negócio espetacular, não? E não tenho talento algum para ela. Isso é um fato lastimável. Hoje, porém, seguindo as tradições "Haiguianas", falo aqui sobre música. E mais, falo de um dos meus maiores ídolos: Lorenzo Jovanotti. Como acabei de falar, não tenho talento para a música. Jovanotti é um dos poucos artistas que me inspiram a cantar suas músicas em voz alta, um castigo para os meus próprios ouvidos.
Houve uma época em que a canção italiana teve uma dimensão mundial. Não foi só Rita Pavone, nos anos 60 e 70. Em outras épocas, foi "degustada" pelos brasileiros. Laura Pausini e Tiziano Ferro passaram por aqui e fizeram até um certo sucesso. Renato Russo se arriscou em algumas faixas. Bons. E só.
Genética deixada de lado, sempre se fez coisa boa por lá, pela Itália. Infelizmente, a música de lá não é encontrada facilmente no Brasil. Discos italianos não são peças fáceis de se adquirir. Nem na Itália. Tenho tudo de Jovanotti, e ele é um dos poucos que me fazem sentir na obrigação de consumir tudo que lança. E nunca me decepcionou.
No mais recente disco dele (Safari - 2008), tem três canções que canto alto sempre que posso, e às vezes em momentos inoportunos também. "Fango", "Punto" e "Come Musica". A primeira tem uma introdução meio mantra que volta hipnoticamente a cada estrofe e praticamente te obriga a decorá-la, mesmo em italiano: sem muita resistência, quando você percebe já está repetindo: "Io lo so che non sono solo/anche quando sono solo."Punto" é um sambinha bem brasileiro, puxado por um versinho quase infantil se não fosse tão adorável ("Vorrei che questa pagina tornasse bianco per scriversi Ti amo... Punto!") E "Come musica" tem simplesmente a frase musical mais linda já criada para declarar amor eterno a alguém - só mesmo esse cara pra me inspirar a cantar num volume impensável (e "cantar" no meu caso, é força de expressão): "So che è sucesso già/che altri già si amarono/non è una novità/ma questo nostro amore è come musica/che non potrà finire mai/che non potrà finire mai/mai mai"... É. É a frase do meu msn sim.
Como esse cara consegue? Como é possível? As músicas são de uma diversidade incrível, ainda que sempre pendam para o dançante. É multifacetado. É pop, é rock, é top! Todas, todas as canções são lindas, todas são cativantes, todas ficam na memória. "Mezzogiorno", "A Te", "Nel Mio Tempo"... Todas. Enfim, sabe a vontade de irromper cantando um verso sem ligar para as críticas de quem está por perto? Jovanotti.
Invista nos discos de Lorenzo Jovanotti, pois sempre é tempo de conhecer alguém tão bom. Pode começar por "Safari" mesmo, que teve partes gravadas no Rio de Janeiro. Ou por qualquer outro disco. Em todos eles, você vai encontrar uma harmonia celeste entre música, canto e letra - combinações perfeitas que vão te elevar ao estado de graça. Puro dopping.
Para concluir, deixo como singela homenagem a ela, que se encontra nesse momento nos EUA, o clipe da canção "Come Musica". Te amo. Forte abraço e até a próxima "Segunda na Terça". Rá!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A qualquer hora


Senti o seu cheiro essa manhã e o meu corpo ardendo em febre. E lá estava ela sentada na poltrona em frente a minha cama, com as pernas cruzadas, era real. Suas mão delicadas estavam uma sobre a outra, em cima do seu joelho . Ela me encarava, com um olhar doce, piscava lentamente e pacientemente abriu sua bolsa, tirou de lá um relógio dourado e fixou seu olhar nele durante alguns segundos.

Ainda assustado, com febre, sentia meus ossos queimarem, minha carne queimar e meu coração batendo lentamente. Com dificuldades toquei com a palma da minha mão o chão frio do quarto, alívio... um pequeno alívio para, pelo menos, uma parte do meu corpo.

Comecei escutar os batuques e o teclado que aumentavam gradativamente. Meu corpo involuntariamente começou a dançar, o prazer da última dança, era isso que ele pedia. E lá estava flutuando lentamente, um alívio para minhas costas, pois o vento invadia a janela e me abraçava. E eu continuei flutuando e dançando lentamente, isso não sabia se era real, mas ela continuava na poltrona me olhando, e eu sentia desnudado com ele (o seu olhar), mas mesmo assim inexplicavelmente ele me confortava.

De repente, de sua bolsa ela puxa um cigarro e com seu isqueiro o acendeu com um estilo que poucos tem. Era tão lindo que o cigarro em sua boca parecia ser algo doce, algum manjar não descoberto pelos homens, pobres mortais.

Ela sorriu para mim e de repente caí novamente na cama. E o vento parou, a febre, a maldita febre, lembrei dela novamente. Depois de alguns minutos não sentia meu corpo e minha força tinha escorrido pelo chão do quarto. A cama parecia estar molhada e minha boca seca. Tudo foi escurecendo, lentamente, como um final de um filme mas sem música, e o olhar dela dizia: “pronto, está finalizado”. E lá se foi, levantou-se da poltrona arrumando sua bolsa, a última coisa que vi.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=waHycn2AZkE

Olá,


Essa semana assisti o curioso caso de Benjamim Button. Muito curioso mesmo. O filme e todas as idéias, como por exemplo do relógio que corre ao contrário. Parece um daqueles filmes feitos sob encomenda,pra mim. Recheado de coisas que povoam meu imaginário desde a infância. O fato de você demorar dois segundos em vez de um para ler essa frase pode mudar o resto da sua vida. E principalmente que a nossa vida é determinada pelas escolhas que tomamos,mesmo as ruins. Após ver o filme em uma agradável conversa com a minha tia típica de um subúrbio respeitável,daquelas que só se faz num dessas,numa calçada meia noite, ela me diz a mesma coisa( sobre as escolhas). E hoje meu pai aleatoriamente me diz a mesma coisa também.

E como sempre eu me lembro dessa música. 'na boca em vez de um beijo um chicle de menta e a sombra de um sorriso que eu deixei numa das curvas da highway". Aonde foi que eu deixei? Gostaria que meu relógio pudesse andar ao contrário,assim como o do filme. E num determinado momento voltar a...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Rock não morreu. E nem saiu de catálogo.



Tá tudo muito bom, tá tudo muito bonito, mas eu vou ter que discordar do meu amigo cabeludo aí. Nada contra seu estilo "roqueiro vintage" - apesar da indigesta bandeira estampada em sua camiseta - e definitivamente nadinha contra a belíssima versão do Crosby, Stills & Nash para o clássico "Black Bird", dos grandes besouros.

O que pega mesmo é esse discurso reacionário, muito comum entre os entusiastas das décadas de 60 e 70; discurso esse que já foi ardentemente compartilhado por minha pessoa. Essa história de "o Rock já foi feito; essa musiquinha de hoje em dia não é Rock" configura-se no mais puro e aplicado papo-furado. É claro que os reacionários do Rock tem vários argumentos, para os quais apresentarei prontamente os meus contra-argumentos:

1. "O Rock hoje é feito só pra ganhar dinheiro" - Por um acaso o Rock, desde seus primórdios, não era música comercial? Não era controlado pelas gravadoras? Que eu saiba - e posso estar enganado - o Rock só começou a adquirir o status de "cult" a partir da segunda metade da década de 60. É claro que o Rock era rebelde e escandaloso, mas a grana sempre esteve intimamente ligada a ele. E eu não estou reduzindo o Rock a um mero produto, mas que é um produto também, isso é. E era quando explodiu pela primeira vez.

2. "O Rock hoje é uma porcaria" - Em grande parte, eu concordo. Mas isso é exclusivamente uma questão de gosto pessoal. O Rock, assim como qualquer outra coisa, pode ser considerado bom ou ruim de acordo com o parâmetro escolhido para se fazer essa afirmação. Se alguém tem a complexidade como indicativo de qualidade, o Rock Progressivo é, sem dúvidas, o melhor de todos. Se o parâmetro for o peso, o Hard Rock ou o Hard Core. E assim sucessivamente.

É sempre válido lembrar que a mudança sempre foi uma das mais marcantes características do Rock. Ou seja: não dá pra dizer que Rock é Rock só se for de tal jeito. Se formos ser assim tão radicais, o Rock é unicamente aquele produzido por Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis e toda essa galera da velha-guarda.

Pode ser que você ache o Rock de hoje falso, opaco, superficial, ou simplesmente ruim: ainda sim é o Rock. Feliz ou infelizmente.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Revista senhor.

Criada em um dos períodos da história brasileira de maior concentração de desenvolvimento em todos os campos,do industrial ao musical,a revista senhor,com essa pretensão,e com toda a sua despretensão a outros temas básicos no jornalismo então vigente,acabou se fazendo porta-voz desse período de intensa revolução cultural.Não apenas porta-voz,mas acabou sendo sintetizadora do que aconteceu de melhor no país nos seus anos de existência.Criada para satisfazer os interesses do novo homem urbanizado,filho do inchaço das grandes cidades e exposto as levas avassaladoras de consumo e publicidade de todos os tipos,e também em horas,a mulher dessa grande homem,também por sua vez urbanizada e moderna,filha de todas as revoluções das últimas décadas.

Com o surgimento do novo cenário pós as grandes guerras mundiais,um nova situação se desenhou mundialmente completamente.Obviamente,o campo da abstração do sentir humano,não poderia deixar de passar por uma total renovação,revolução ou reconstrução.As artes foram fortemente influenciadas nessa época,sendo a europa a matriz artística do mundo desde muitos séculos até então,e por todas as mudanças dadas no continente europeu,começando na longíqua revolução francesa e indo até a revolução cultural dando já então nos anos 50,seus primeiros passos com os beats.E a revista Senhor,acabou sendo um veículo desse período de intensa mudança do mundo.Dando espaço apenas para o que havia de mais fino na expressão artística,a revista acabou se tornando uma referência cultural para as décadas seguintes,com seus colaboradores gigantes em talento e importância.O ênfase dado pela revista nesses colaboradores era grande,e até era permitido um investimento maior em folhas de pagamento e o direitos do que era publicado,para incentivar a produção cultural da revista.A revista Senhor,revelou,entre outros talentos no Brasil,Clarice Lispector e Guimarães Rosa.Contou com nomes de peso,como Paulo Francis e Jorge Amado,e publicou grandes nomes,como Franz Kafka e Sartre.

Com o objetivo despretensioso de não se prender a nenhum modelo editorial até então vigente,e com o único objetivo de ser uma revista moderna e totalmente inovadora e que conquistasse a classe média/alta urbana,a revista Senhor acabou atingindo um elevado padrão de qualidade.Esse padrão refletiu-se na sua parte gráfica,com um dos desenhos gráficos mais modernos até então na editoração de revistas no Brasil.A revista acabou se tornando uma referência.Hoje,um exemplar da revista senhor pode ser encontrado na internet pelo preço de 300 reais.

A revista então,atingiu seus objetivos e acabou se tornando uma referência mundial para os interesses do então novo homem industrial,dirigente das classes urbanas.Com seu desenho gráfico totalmente inovador,colaborações riquíssimas que sintetizaram todo o movimento cultural de um Brasil eufórico que planejava viver cinqüenta anos em cinco,e que foi porta-voz de anos eufóricos,mas que precederam o desastre cultural que viria a ser a ditadura militar.A revista publicou de Jorge Amado,Clarice Lispector,Kafka,Sartre,até a refinada opinião de seus quatros editores,falando de bossa nova até literaturas de cordel.

Senhor,que tinha como umas de suas primeiras intenções servir como um cartão de revista a editora,sem dúvida alguma,atingiu seus objetivos e se tornou uma grande referência e ícone de uma revista moderna,voltada ao homem moderno e seus luxos.Acabou superando em muito as suas próprias expectativas e entrando para a história.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mutantes - Tudo Foi Feito Pelo Sol


Quando pintaram os anos 70, todo mundo pirou ao som do novo tipo de Rock produzido na Europa, mais tarde batizado Rock Progressivo. Yes, Pink Floyd, Genesis, Jethro Tull e King Crimson eram alguns dos nomes da vez, venerados pela geração pós-psicodélica. Como não poderia deixar de ser, a febre também bateu forte aqui, em terras verde-amarelas, influenciando uma boa leva de bandas que, agora, se ligavam ao som do moog.

Um obstáculo, porém, com que nosso esfarrapado Brasil se deparou ao enveredar-se pelos caminhos tortuosos de tal estilo, foi a falta de tecnologia necessária à feitura desse sofisticado e intrigante som. A única saída para as bandas brazucas era garimpar no estrangeiro, em busca dos tão caros equipamentos adequados. E talvez nenhuma banda tenha ostentado um equipamento tão invejável quanto o dos veteranos roqueiros paulistas dos Mutantes.

Em 1974, quando os Mutantes já eram praticamente propriedade do Sr. Sérgio Dias, tendo passado por diversas mudanças de formação ao longo dos anos e dos discos, o guitarrista, juntamente com a banda, formada por Túlio Mourão, nos teclados; A. Pedro de Medeiros, no baixo; e Rui Motta na batera; resolveu lançar um dos álbuns ícones do Progressivo tupiniquim: “Tudo Foi Feito Pelo Sol”.

Apesar de, em alguns trechos, não ser a originalidade o ponto forte do trabalho, o álbum possui momentos simplesmente fantásticos, realmente dignos de toda sua fama e admiração. Os Mutantes tinham o dom de criar universos altamente imaginativos, garantindo ao ouvinte uma passagem de ida à lua – ou qualquer outro satélite ou planeta desconhecido pela astronomia. A viagem já começa com a capa do trabalho, cujo autor não é creditado no encarte – pelo menos não na edição que possuo.

O disco tem início com “Deixe Entrar Um Pouco D’Água No Quintal”, talvez a mais Prog do disco. Sua introdução, um pouco forçada a meu ver, me parece uma tentativa de soar o mais parecido possível com uma banda inglesa. A parte cantada, porém, vem com força total, dotada de sua levada malandra e suingada e um instrumental maravilhoso, executado por uma banda realmente afiada. A sonzera é quebrada por uma parte simplesmente deliciosa, com as guitarras de Sérgio marcando presença. Ao longo da canção há, novamente, o contraponto entre a pegada mais enérgica e as passagens mais suaves, contando com os solos com pedal de delay e arranjos carimbados do contexto Progressivo. Ótima faixa!

A sensacional “Pitágoras” dá continuidade à obra, ao som do teclado magnífico de Mourão. Seu riff super viajante é irresistível, acrescido, posteriormente, dos outros instrumentos do conjunto, um por vez, com melodias sensacionais, até desembocar em uma massa sonora arrepiante. Após essa maravilha, Sérgio demonstra, mais uma vez, seu talento com as cordas, em uma passagem acústica maravilhosamente bem feita. Uma pérola!

Outro momento delicioso é “Desanuviar”. Aqui a banda despeja toda sua veia zen na obra, produzindo uma peça extremamente relaxante e letárgica. Após um trecho mais conturbado, em que a banda vai intensificando o som em uma sucessão de acordes ascendentes, a calmaria retorna com aquele tão amado som do sintetizador, executado por Túlio. A faixa termina ao som de cítaras indianas – nada mais apropriado, não é mesmo?

Após essa sessão de três grandes composições, a banda nos traz a mais embalada “Eu Só Penso Em Te Ajudar”, com bons trechos de piano ao estilo boogie-woogie. A canção possui bons arranjos, com mudanças de andamento e quebras de ritmo, bem Progressiva.

“Cidadão da Terra” possui tecladeira bastante chupada de bandas estrangeiras, lembrando bastante o som de grandes bandas Inglesas. A canção, ainda que de sonoridade um tanto importada, possui o toque viajante dos Mutantes, mantendo a coesão em relação ao restante do álbum.

“O Contrário de Nada É Nada”, um Rock n’ Roll bem simples e descontraído, não possuindo nem 3 minutos de duração. Dispensa maiores comentários.

O disco termina com a faixa título, dotada de uma excelente introdução. A parte cantada, não tão boa quanto o início da canção, ainda consegue agradar, não passando, porém, de razoável. A obra finaliza-se com uma parte instrumental um pouco arrastada, mas bem executada.

Como os caros leitores puderam perceber, as 3 primeiras faixas do álbum são bem superiores às demais, embora nenhuma das outras faça feio. De qualquer maneira, é um trabalho que vale muito a pena – se você sente alguma simpatia pela sonoridade Progressiva, é claro. Todos os integrantes da banda mostram-se extremamente competentes, cada um desempenhando um importante papel para o êxito da obra.

Vale lembrar que foi lançada recentemente uma nova versão do CD, em formato digipack, contendo três bonus-tracks de encher os ouvidos: “Cavaleiros Negros”, apetitosa em todos os seus 8 minutos e 36 segundos; “Tudo Bem”, outra belíssima faixa; e “Balada do Amigo”. Altamente recomendado!

No mais, boa viajem!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

clique para ampliar a foto.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Você não é brasileiro?

As negociações já vão quase se encerrando, mas ainda é difícil fazer algum prognóstico seguro. Pouca coisa mudou, ou melhor, pouca coisa mudou no trajeto que nosso futebol vai contornando. Por mais que nossos jogadores venham se dispersando pela Europa, nós nunca estivemos tão próximos do futebol europeu – do modelo europeu, sobretudo.

O futebol brasileiro sempre foi o local da diferença. O Brasil sempre foi o reino da diferença, desde a sua constituição – pro bem e pro mal. Mas, com o tempo, fomos invadidos pelo fantasma camarada da globalização – e não reclamo disso: muita coisa boa veio. O problema é que muita coisa ruim também veio, e algumas boas foram.

O caso com o futebol é ainda mais complexo. Além da tentação financeira e de prestígio internacional que brilhou nos olhos dos jogadores, certa sombra foi pairando e se misturando ao nosso domínio. Nesse ponto entram as dúvidas sobre o que seria ideal para o Brasil. Adivinhem? Acreditamos que não há nada melhor do que o modelo europeu.

Assim, aos poucos, foi-se exigindo maior preparação administrativa dos clubes, os campeonatos passaram a ser de pontos corridos, e muitos torcedores se afastaram dos estádios. Felizmente ainda houve algumas melhorias do ponto de vista físico-estrutural nos grandes centros, mas isso também serviu para salientar a fragilidade dos que ficaram à margem – vide o acidente na Fonte Nova. Desse modo, alguns times se destacam excessivamente em detrimento de outros, e a culpa não é, necessariamente, de nenhuma das partes.

Falta observar ainda a repercussão disso entre os protagonistas, que são, por enquanto, os jogadores. Outro dia me deparei com uma entrevista do Hernanes, jogador do São Paulo. De maneira um tanto quanto debochada, ele diz que tem pena do futebol carioca. Eu até entenderia essa afirmação como uma crítica centrada ao mau preparo dos clubes do Rio, mas à frase seguiu-se uma risadinha.

Ora, Hernanes, atleta-sintoma do percurso estranho que toma o futebol brasileiro, seria um jogador do São Paulo, apenas? Seria Hernanes nada mais que alguém cercado de uma boa estrutura e dono de um bom salário? O que há fora dos muros do São Paulo Futebol Clube? Hernanes, você não é brasileiro?

Nosso futebol agora é feito de poucas ilhas seguras e muitas naus à deriva.

Deixemos dessa prosa monotemática e coloquemos malte e moda nela, pois sim? Primeiro o malte, com a ótima cerveja Patrícia: Uruguaia, vem em um litro (pioneira, praticamente) e tem o melhor gosto que uma cerveja pode ter: puro malte, pura alegria e uma beleza de sabor. Recomendada.

Você, menina-moça que acompanha o blog e quer saber das dicas de moda, pegue aquela sua blusa marrom, isso mesmo, aquela que você não usa mais. Em dias chuvosos, combina muito bem com a calça branca. Formou.

Comentários pertinentes serão aceitos e muito bem vindos. Chega por hoje, né? Neta. Muito. Forte abraço e até a próxima "Segunda na Terça". Rá!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

David Gilmour - "On an Island"


Ainda bem que nem tudo que é bom dura pouco. Se tal máxima fosse verdadeira, não teríamos na ativa, mesmo depois de velhos, grandes bandas e personalidades do mundo do Rock. Em alguns casos, a idade parece não chegar nunca, a exemplo dos Rolling Stones, banda que, debaixo de puros pele e osso, ainda é conservada uma vitalidade invejável e inédita. Em outros casos, há um amadurecimento bastante proveitoso – e não me refiro ao “amadurecimento” que, na verdade, traduz-se como “tornar-se insosso”, como é decorrente em bandas que já carregam mais de 30 anos de estrada nas costas.

É de um caso desse tipo, de “amadurecimento positivo”, que trata a resenha de hoje. David Gilmour, ex-guitarrista do Pink Floyd, e um dos mais importantes e originais em seu instrumento, após adquirir muitas rugas e uma invejável pança, deu as caras novamente em 2006 com uma grata surpresa: seu terceiro álbum solo, “On an Island”.

É evidente que eu não quero dizer aqui que o velho Gilmour superou sua obra produzida juntamente com o Floyd, pois seria um sacrilégio. O que aqueles garotos de Cambridge produziram na década de 70 é inigualável. Posso afirmar, contudo, que, dos três álbuns de estúdio em que o guitar-hero do feeling se aventurou em produzir, esse é o mais consistente. Quem ama os solos épicos de Gilmour – todo fã de Rock setentista – não poderá resistir aos aqui executados. Sim, o velho enrugado e barrigudo ainda está em plena forma.

O disco começa bem com a atmosférica e retalhada “Castellorizon”, antecipando um pouquinho de cada faixa que está por vir. Após essa confusão de diferentes sonoridades sobrepostas e remendadas, Mr. Dave coloca seus dedos e sua guitarra para funcionar – sem mencionar a pedaleira, sempre presente ao longo da obra.

A faixa serve de prelúdio para o carro-chefe do disco, a própria “On an Island”, contando com a participação especialíssima de David Crosby e Graham Nash nos vocais de apoio. Trata-se de uma belíssima canção, certamente uma das melhores do disco. Como era de se esperar, a música contém um grande solo de guitarra daqueles que só David Gilmour poderia criar.

“The Blue”, suave e fluida, é um verdadeiro mergulho em calmas águas, tanto no campo musical quanto no lírico. Aliás, o disco todo possui uma sonoridade meio “aquática” – e isso não é mais um de meus devaneios, mas uma consideração do próprio autor – o que vai bem a calhar tanto com o título do álbum quanto com a arte gráfica. Um resultado belíssimo é conseguido no DVD ao vivo no Royal Albert Hall, em que “The Blue” é combinada com os efeitos visuais tão utilizados por Gilmour desde seus tempos de Pink Floyd.

A faixa seguinte, “Take a Breath”, a mais agressiva de toda a obra, possui algo de Syd Barrett, apezar de conter, também, a sonoridade do Floyd “Era Gilmour”. A cancão destaca-se na obra – mesmo porque quebra a placidez predominante no trabalho – e possui um efeito um tanto hipinotizante.

E quem foi que disse que David Gilmour são só instrumentos de cordas? “Red Sky at Night”, obra instrumental que poderia perfeitamente estar contida no álbum “The Division Bell”, nos apresenta o velho arriscando um sax – pra quê mexer com Dick Perry??, hehehe.

“This Heaven”, com forte influência de música negra americana, é outra canção de destaque, possuindo sonoridade mais rústica e um clima bastante descontraído.

Quem mete o bico no disco dessa vez, em “Then I Close My Eyes”, é Robert Wyatt, um dos nomes máximos do sub-gênero Progressivo conhecido como Canterbury Scene, e integrante fundador do Soft Machine. Wyatt faz sua participação tocando trompete, no bom estilo “Army of Salvation”, como brincou o próprio músico.

“Smile” é mais uma belíssima canção, composta por Gilmour em parceria com sua esposa, Polly Samson, como a maioria das musicas do disco. Bela melodia e instrumentação intimista são as principais marcas da canção, além da voz soprano de Polly.

A próxima faixa, “A Pocketful of Stones”, bela, solitária e misteriosa, me parece uma homenagem a Syd Barrett, membro fundador e ex-lider do Pink Floyd, vítima de seu exagero com as drogas, principalmente o ácido. Syd, ainda jovem, ficou esquizofrênico, recuperando-se, porém, ao longo de sua vida de reclusão. Infelizmente, o músico veio a falecer em 2007.

O disco termina com a canção de maior beleza melódica de toda a obra, “Where We Start”, uma das minhas favoritas. Momento realmente inspirado, simples e verdadeiro, possuindo uma delicadeza e um charme encantadores.

É necessário ressaltar a participação de Richard Wright, ex-tecladista do Floyd, em várias das faixas do disco. Richard faleceu este ano, vítima de um câncer com o qual vinha lutando há algum tempo. Outra grande perda para os fãs do Pink Floyd, como eu.

“On an Island”, um álbum bastante comportado, como era de se esperar, não agradará ouvintes ávidos por maiores audácias sonoras; será um prato cheio, porém, a qualquer pessoa a procura de uma sombra de árvore, vista para o mar, gaivotas no céu, e, principalmente, sossego. Eu aceito a passagem de bom grado.

domingo, 25 de janeiro de 2009

change we can believe in.



cliquem para ampliar a foto.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

As bandas do imortal.



Perdoem a insistência no texto,mas é que eu realmente gostei dele e gostaria que ele tivesse mais alguns dias online,apenas isso.






Os heróis de guerra são ingleses. Os meteoros e aliens apenas nos EUA. Samurais apenas no Japão. Ele estava longe demais das capitais e perto do caos. Se sentia como enfermeiras em filmes de guerrra e violinos em canções de amor. Sabia que jamais seria nada, mas tinha todos os sonhos do mundo. E a eterna maldição de ser um clichê sobre duas pernas e algumas faturas de cartões de crédito. Exercendo o seu gênero social,obviamente. Andava pelas ruas da saída perdido nas imensidões das multidões procurando em cada moinho seus dragões. E nunca encontrava. Ele só sabia de uma coisa. Ele era imortal. Longe de todas as revoluções perdidas e apertado pela saudade de um passado que jamais iria viver, sem sentido ou direção alguma, e completamente sem graça, foi gastar seu salário no primeiro cabaré que encontrou.

Carrega em seus olhos a completa miséria e a desgraça com a vida. A fome de uma comida que nunca faltou, a emoção de uma batalha que nunca lutou e a maldição de ser um poeta de rimas pobres. As putas todas felizes, assim como o mais feliz dos homens completamente infeliz. E na máquina de música, com dois reais ele pode escolher o que tocar. E a sua vida era um filme, ele era imortal. Cada respiração era uma tomada do maior sucesso de todos os tempos da próxima semana. Cada passo era aquele velho clichê de livros nunca lidos. Ele era imortal.


Com umas poucas moedas podia escolhar a banda para tocar. Mas não sabia no filme da eternidade de sua vida o que estava destinado a tocar. Uma marcha fúnebre talvez, uma vez que a morte é a única certeza de nosso vida. Ou mesmo um sucesso de algum filme romântico no país daqueles que ama maís, daonde saem todas as histórias de amor. Uma música enérgica e marcial para todas as batalhas de um futuro hipotético, do eterno exército de um homem só que iria revolucionar por amor todas as causas perdidas.
Ou a única eternidade em sua vida até o presente, que sempre viveu para o futuro. A derrota. Uma grande tristeza sentida em notas musicais sem sentido algum e sem saber o que fazer nesse mundo, sem sentido. Medíocre em todos os sentidos, e amaldiçoado a escrever palavras esdrúxulas,por um maldito polegar opositor e meia dúzia de neurônios que o fazia se achar melhor do que os outros animar. A música dos perdedores.


Mesmo que na máquina do cabaré de sua noite que nunca acabará, mesmo que congelem todos os gritos apaixonados de gol, a música eterna, a favorita de todas as bandas do imortal será a derrota. O som dos perdedores. A unica constante em nossa vida é que um dia errarremos. Vivemos então,tentando acertar.


Mesmo que toque bossa nova,samba ou rock and roll, patrocinado por uma nota de dois reais suja de um trabalho caipira,a favorita de todas as bandas do imortal será a derrota. E ele será um eterno perdedor. Porém, imortal.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Café com leite

Ontem , estava eu a aguardar minha amada primeira dama quando resolvi ir à Saraiva. Não que ela (minha patroa) tivesse se atrasado, eu que cheguei antes do horário combinado. Isso não importa. O que interessa é que fui até a renomada livraria.
Entrei, e como não iria comprar nada, tratei logo de achar um bom livro e entreter-me. Peguei um de Veríssimo, o filho, um dos meus preferidos. Orgias, acho. É, o livro. Pareceu-me interessante. Acomodei-me numa daquelas cadeirinhas canelas secas, daquelas de girar que mal suportam o peso do Monta's. Distraído eu com a leitura, daí que surge um velhinho de uns 85 anos e se senta ao meu lado. Simpático que ele só, chapeuzinho, todo pimposo e começa a puxar conversa.
- Você gosta de crônicas? Pergunta o ancião.
- Sim. Jovem bem educado que sou, respondi apenas isso.
- Permita-me relatar-te uma passagem que Chico Anysio me contou pessoalmente?
- Sim, claro. (Devia ser uma boa história, ainda mais vinda de Tio Chico).
- Pois bem. Diz que lá onde Judas perdeu as botinas, no Ceará ou no Pernambuco, naquelas bandas que se tu gritar "Raimundo Nonato" todo mundo sai na janela, tinha um coronel, daqueles típicos pais de moça pura e casta, que apesar da aparência, era um fanfarrão. Era um grande brincalhão, como o Léo diz. Numa daquelas festas de interior que se deu o fato. Esse Coronel, Coronel Leno, o sujeito, conta a um compadre:
- Compadre Jaciel, o senhor admira que eu tenho um gato, de nome Maradona, que minha empregada Reinalva coloca o café e o leite na cumbuca e ele vai lá e toma só o leite e deixa o café na cuia?
- Rá, mas o que é isso compadre. Com todo o respeito, mas eu não sou bobo não. De bobo só tenho a cara e o andado. Essa eu pago pra ver.
- Paga mesmo? Quanto?
- Casamos 500 pratas, Coronel.
- Feito, Compadre. Dispõe-se a ver isso agora mesmo?
- Sim, sim.
E vão os dois à casa do Coronel, ver o tal gato Maradona que separa o leite do café. E ordena o Coronel:
- Reinalva, põe o leite com café do Maradona na cuia que o compadre aqui quer ver.
Reinalva era uma gordona, quase igual o Maradona (o jogador, não o gato), negra, uma Tia Nastácia.
- O leite e o café estão na tigela já, patrão. Pode chamar o bichano.
- Maradona, Maradona, vem cá, vem.
E aparece o tal gato, mais feio que coice nas partes, separar o leite do café. O senhor que está lendo isso aqui, vai espantar-se, mas não é de ver que o gato bebeu o leite e deixou o café? Os grãos de café!
Quando o compadre Jaciel iria reclamar, falar que era nócegagem, o Coronel tratou de tirar a peixeira da cinta, e erguendo-a, disse a Reinalva:
- Reinalva, recolhe o café aí e recebe quinhentinho, que eu vou procurar outro goiano pra cair nessa.
E o simpático velho da Saraiva (lembra-se dele?) riu e foi-se embora. Malandro o velho. Por hoje é só. Semana que vem volto ao normal, com dicas e tudo mais. Neta. Muito. Forte abraço e até a próxima "Segunda na Terça". Rá!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Premiata Forneria Marconi - "Storia di Un Minuto"


Pra quem tem a Itália somente como a terra da pizza, eis aqui uma novidade: há muito mais coisas vindas de dentro daqueles fornos do que se imagina. Iguarias ímpares, que exigem um paladar refinado e degustação minuciosa. Quem aprecia isso tudo tem que conferir os pratos dos “chefs” do Premiata Forneria Marconi, em especial, a receita que enche de saliva a boca de qualquer amante da cozinha italiana, “Storia di Um Minuto”.

Deixando de lado as alegorias culinárias, meu intento de hoje é compartilhar com vocês, amigos internautas, essa maravilha, trazida a nós diretamente de Milão, Itália. Trata-se, realmente, de um dos baluartes do Rock Progressivo do país e do mundo – sim, a Itália foi um grande celeiro do movimento na década de 70 – sendo extremamente respeitada e admirada.

O disco, lançado em – adivinha? – 1972, possui delicadeza melódica e harmônica raramente apresentadas por bandas vindas daquelas bandas – com o perdão do trocadilho – e beleza encantadora, além dos arranjos requintadíssimos e de extremo bom gosto.

“Introduzione” já dá, nos seus 01min10seg de duração, uma amostra do que está por vir. Apesar de ser uma faixa introdutória de tão curto fôlego, trata-se de um belo momento do álbum, apresentando dinâmica e variação rítmica.

Reverenciada e aplaudida de pé por todo fã que se preze, “Impressioni di Settembre” é um dos clássicos absolutos do conjunto, ocupando, sem sombra de dúvidas, posição de grande destaque na obra. Possui melodia e arranjos delicados e belos, com os vocais singelos de Franco Mussida, até explodir em seu riff de sintetizadores tão conhecido e aclamado. Tal riff, o ponto central da canção, é de uma força extraordinária, ao mesmo tempo doce e raivoso.

Após o término de tão emblemática peça, é hora de dançar ao som da tarantella roqueira “É Festa”, outro clássico obrigatório em qualquer show do Premiata. A faixa é simplesmente – se é que eu posso usar a palavra “simples” quando se trata desse álbum – uma síntese do espírito italiano contido no Prog Rock produzido nesse fértil país. Grande obra, realmente, abundante em quebra de ritmos e melodias animadas, que causarão uma inquietação em suas pernas! Tudo revestido, claro, pelos arranjos excepcionais e a qualidade técnica de cada um dos integrantes da banda.

Depois de tanto quebra-pau, “Dove... Quando... (Parte I)” chega, de mansinho, envolvendo-nos com sua delicadeza e encanto irresistíveis. Sua melodia, violões e flautas, etéreos, transportam-nos diretamente a um vale escuro e incrivelmente belo e acolhedor, oferecendo-nos repouso.

Bem mais agressiva e erudita, “Dove... Quando... (Parte II)”, possui um soberbo trecho tocado ao piano, posteriormente acompanhado por uma banda furiosa e afiadíssima, cheia de sincronias muito bem executadas. A canção transforma-se em um plácido momento executado por um suposto violoncelo, emulado pelos belos sintetizadores que se faziam antigamente. Após esse momento de placidez, somos convidados a apreciar uma passagem bastante jazzística, em que a flauta de Mauro Pagani brinca com os teclados de Flavio Premoli.

Interrompe-se tudo para dar passagem a “La Carrozza di Hans”, outro momento chave da obra. É tão grande o número de clássicos no álbum que o mesmo mais parece uma compilação. Mas é claro que uma coletânea não possuiria tamanha coesão, presente apenas em um álbum tão bem estruturado, formando uma obra realmente equilibrada, em que tudo faz sentido. Merece destaque o violino de Pagani, além do desempenho fenomenal de todo o conjunto, executando complexas sincronias entre todos os instrumentos. É muito interessante observar a habilidade da banda ao reproduzir tais malabarismos sonoros no palco, apresentando um trabalho impecável (conferir o “PFM Live in Japan 2005”, cujo vídeo está disponível em sites como YouTube e Google Video).

Fechando tudo, “Grazie Davvero” dá os agradecimentos finais com sua suave melodia inicial, que explode com um impactante riff – bastante circense, a meu ver – em que a banda utiliza-se de metais. A música segue como um espetáculo de picadeiro, de maneira bem pomposa, voltando, posteriormente, à melodia inicial, a que se juntam os vigorosos metais.

Assim termina essa história de vários minutos sensacionais e inspirados, dignos de uma atenção muito especial e, em conseqüência, grande admiração. Se o Rock, aqui, não pode adquirir o status de arte, então eu não sei o que pode. E tenho dito.

Retornando...

Olá amigos hawaiianos! Após um longo e tenebroso inverno, volto a postar no nosso não menos importante diário virtual. Primeiramente quero agradecer aos nobres amigos correlatos, Yuri Montanini, Plínio Lopes e o mais novo blogueiro e futuro publicitário, Haig, vulgo João Lemmos, por terem dado continuidade às postagens, já que grande parte do seleto grupo de jornalistas(onde me incluo) não mais escrevinharam por aqui. Desde já, peço desculpas. Bem, eu podeira começar 2009 fazendo tour pelas notícias atuais, por exemplo...esportes; Túlio Melancia no Itumbiara? A dieta de Ronaldo? ...ou mundo; Barack Obama? Crise? Faixa de Gaza? Não...não, "prefiro evitar a fadiga" a lá Jaiminho. Começarei publicando um texto que não é de minha autoria. Atendendo também aos poucos, porém valorosos pedidos para uma publicação feminina, aqui está.

"É incrível como nós mulheres gostamos de um espelho! Já tratei disso, bem por alto, em um de meus textos. Nós gostamos de nos ver. Gostamos de ver nossas sensações e sentimentos exteriorizarem. Quando a desilusão, a raiva ou qualquer outro motivo que nos faça chorar é muito grande, vamos pra frente do espelho ver as lágrimas escorrerem. Às vezes rola até um discurso nesse meio tempo aí, um desabafo. E quando pensamos numa coisa muito boa, tipo aquela noite de amor mágica ou aquela ligação que te deixou nas nuvens? Lá vamos nós pensarmos na frente do espelho e fazer aquela cara boba apaixonada. Fora os casos clássicos como decorar discurso, ensaiar fim de namoro, escolher a melhor roupa, etc. Mulher é tudo igual mesmo! Na sua essência e na sua imaginação. Mulher sempre espera ligar, sempre pensa demais, sempre sofre, sempre ama, sempre fica boba e sempre procura o espelho pra consolo, pra discutir, pra desabafar! Até quando liga pra amiga, muitas vezes fala em frente ao espelho!!! Ah! Vai nos entender!
Ahhh me esqueci do caso clássico!!!! As poses eróticas ou sensuais ou de santa, enfim, as caras e bocas que fazemos pra ter certeza de como vai sair na hora em que precisarmos delas! E a jogada de cabelo? (risos). Mas é uma ótima tática. E o melhor é que tem mulher que não assume que faz isso. São aquelas mulheres que se dizem muito práticas, muito sem vaidade. Isso é vantagem? Não vejo assim. Pra mim, isso é mulher que tem medo de ser bonita, medo de ser ousada, que tem medo e só. Mulher que diz não sofrer, que diz não sentir, que diz não se importar com a imagem que tem e que apresenta. Que mulher insossa é essa!!! Pra mim, mulher tem que ser mulher e como eu disse, mulher é sempre mulher e sempre tão mulher! Que independente do que afirmam ser, são sempre iguais umas às outras!"

OBS: A pedidos da autora, a identidade dela não será revelada.

  © Blogger template 'Perfection' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP