

Ao entrar no blog com essa cara nova me lembrei de uns episódios bastantes singulares de minha vida envolvendo máquinas de escrever. Aqui em casa sempre teve uma e outra, bem antigas diga-se de passagem, herança talvez do período jornalista de meu pai. Daí pensei um jeito legal de começar o texto, que é mais ou menos assim:
No início Deus criou os céus e a terra. A terra era sem forma, vazia, escura e coberta de água. E com 12 anos eu li Bukowski. Veja bem, ele é um desses filhos da mãe que você se nega a compreender a genialidade e importância assim como Nietzsche, Kafka e outros esquisitos por aí. Mas aí um dia você entra em um blog vê uma máquina de escrever e o invisível te salta aos olhos.
Me lembrei de quanto então com uns 17 anos, em uma daquelas crises nostálgicas após assistir quase famosos resolvi então que iria escrever com ... uma máquina de escrever!
Então lá ia eu, sozinho em casa como fiquei bastante na minha adolescência, com um cinzeiro abarrotado de Marlboro vermelho sentado frente a frente com a máquina de escrever. Era encantado com a idéia do velho louco por trás da máquina de escrever fumando seus cigarros e sem o menor receio de falar de tudo aquilo que lhe dava tesão. Que escreveu falando de gozar para uma criança de cinco anos. Um louco. Era encantado com o personagem William Miller digitando seu retrato de uma américa do norte nos anos 70 ao embalo do Led Zeppelin. Queria cantar em versos sutis as viagens por Goiás,Tocantins com meu pai. Falar do pouso nas estradas e das prostitutas que nunca saíram de minha mente em Foz do Iguaçu. Era encantado com aquela filha da revolução industrial que confidenciou Fernando Pessoa a Bukowski. Queria ser um deles.
E após algumas marteladas cheguei a conclusão de que não ia rolar. Aquela parada era desconfortável demais. Percebi então que a nostalgia dos meus heróis (diga se de passagem politicamente incorretos) não poderia ser revivida. Nunca poderia ser louco como Bukowski ou lendário como William Miller. E o que poderia ser feito a respeito era apenas viver para que um dia então,houvesse nostalgia de sobra então para lembrar, dignas das páginas de Bukowski ou da trilha sonora de quase famosos. Que era preciso viver intensamente.
E agora eu pago meus pecados por ter acreditado que só se vive uma vez.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Batom no JorHaw
Postado por Yuri Montanini às 19:58 4 comentários
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
Teste de Elenco - O Filme
Bônus++
O trailer:
Postado por Leandro Gel às 17:42 2 comentários
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Meu lado destrutivo cresceu consideravelmente


'Gostaria de dizer que não me arrependo, que não há dívidas emocionais. É difícil colocar as coisas em ordem com a sua voz na minha cabeça. Como se você estivesse lendo meus pensamentos. Pelo menos não estou bebendo, ando por aí então não preciso pensar em pensar. Mudou a cor do seu cabelo? Amanhã é um novo dia, e eu vou ligar para você, porque estará tudo certo, nós dois sabemos o que é isso. Como uma coisa engraçada, mas toda vez que está perto de mim, eu nunca consigo me comportar. Porque eu tenho bebido, mesmo assim gosto de saber o que você faz. Eu não quero beber nunca mais, e eu penso em todas as coisas que você está fazendo. Porque quando a gente se despede, o sol se põe. Nosso romance acabou, a sua sombra me cobre, o céu é uma chama que só os amantes vêem. Eu nunca vou me deixar esquecer você. Bagunçamos um ao outro, você sabe... Então eu sinto muito se frustrei você. Eu te amo tanto, isso não é suficiente. Onde está a moral da história?'

Postado por Yuri Montanini às 14:55 7 comentários
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domingo, 13 de setembro de 2009
"Relatorioso"
Postado por Leandro Gel às 18:23 3 comentários
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Pelo menos dessa vez, o Brasil está a frente
Postado por Yuri Montanini às 14:06 0 comentários
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Drogas da Democracia
Postado por Pedro Henrique Malta Martins às 11:29 5 comentários
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Gentle Giant - "Octopus"

É nesse contexto, de casamento com os mais diversos estilos musicais, que surge o Rock Progressivo, tão martelado por mim nesse blog, e entre os maiores e mais influentes nomes de tal movimento está o genial grupo britânico Gentle Giant. Seu estilo único, abundante em harmonias riquíssimas e melodias pouco convencionais – para não dizer completamente absurdas, em alguns casos –, mesclou com brilhantismo o Rock e a Música Erudita, contendo, inclusive, boas doses de música medieval e renascentista.
O disco escolhido para a resenha de hoje é o quarto trabalho da banda, o reverenciado “Octopus”, de 1973. O Gentle Giant aqui atinge, talvez, seu máximo amadurecimento, estando completamente à vontade no terreno do “Baroque n’ Roll”. Afaste sua irmã adolescente desse disco, e nunca, sob hipótese alguma, mostre-o à sua querida vovó. Os efeitos podem ser extremamente drásticos. A apreciação desse álbum só será possível a mentes extremamente abertas, interessadas por manifestações artísticas ousadas e combinações perigosas. Ser louco também ajuda.
Sem mais delongas, vamos à análise da primeira faixa, “The Advent of Panurge”, um belo exemplo da mistura de influências eruditas de diversas épocas com uma sonoridade mais contemporânea, até mesmo funkeada em alguns trechos. A faixa possui um belo trabalho de polifonia vocal em seu início e em passagens diversas, sempre esbanjando requinte no que tange a instrumentação. É interessante notar os diferentes timbres de sintetizador – jamais ouvidos por mim em nenhuma outra música. O piano também está excelente.
“Raconteur Troubadour”, a mais atmosférica do álbum é, em minha opinião, a decodificação musical de sua capa, totalmente marinha. Em minhas divagações, sempre me ocorre a imagem de um capitão, no interior de seu navio, fazendo anotações em seu mapa – ou diário de bordo – com a lamparina escorregando em cima da mesa, com o balanço do barco; ou então imagino um polvo, lentamente movendo seus tentáculos nas profundezas oceânicas. Onirismo aparte, a faixa apresenta grande variação de timbres e atmosferas, nos transportando do alto-mar para um baile de gala, depois para um circo maluco e, finalmente, de volta para o navio. É, não teve jeito, essa música meche mesmo com minha imaginação...
A mais, digamos, “Rock ‘n’ Roll” do álbum, é a terceira faixa, “A Cry For Everyone”, possuindo um riff mais pesado do que de costume dentro da sonoridade da banda, mostrando sua diversidade e riqueza musical. A faixa, como não poderia deixar de ser, apresenta diversas variações rítmicas e, apesar de não constar entre as mais belas obras do grupo, possui arranjos bem trabalhados e inusitados.
Agora, leitor, prepare-se para uma obra-prima: “Knots”, um dos mais complexos trabalhos de polifonia vocal já ouvidos em todo a música pop. A obra pegará de surpresa o ouvinte menos experiente, e soará a ele como uma incompreensível maçaroca sonora. Aos ouvidos mais maduros, porém, será um sólido alimento, abundante e riquíssimo em arranjos e texturas, além de super original. É de dar nó na cabeça.
A faixa seguinte, “The Boys in the Band”, está entre as favoritas da maior parte dos fãs da banda. O Gentle Giant mostra que realmente não está de brincadeira, esbanjando talento e virtuosismo nos 4:32 minutos de duração da música, explorando os mais variados timbres de seu arsenal em uma massa sonora lancinante. Minha única crítica negativa à faixa é a excessiva repetição de temas que, apesar de excelentes, tornam-se um pouco cansativos. De qualquer forma, eu desafio qualquer banda a executar “The Boys in the Band” sem suar frio.
Depois de todo o exagero sonoro da última faixa, a banda alivia um pouco com “Dog’s Life”, predominantemente acústica e não tão inovadora, apesar de ainda apresentar arranjos e timbres bastante inusitados. Mesmo sem receber grande destaque, trata-se de uma bela faixa.
Dotada de singeleza e doçura pouco comum na discografia do gigante, “Think of Me With Kindness” abunda, ainda, em sons acústicos e baseia-se, principalmente em sua melodia principal, se grandes voos instrumentais. Ainda que mais poderosa e classuda que a faixa anterior, “Think of Me With Kindness” mostra-se também comportada em relação ao restante do álbum.
O disco chega ao fim com a esquisitíssima melodia de “River” – completamente esquizofrênica – que retoma o clima aquático evocado pela segunda faixa. No meio da música, Gary Green ataca com um ótimo solo de guitarra, sustentado por acordes embalados e descontraídos executados por instrumentos tradicionais de Rock. A faixa possui, portanto, passagens mais inventivas e outras mais convencionais e funkeadas – que, sinceramente, chegam a agradar mais, nesse caso específico.
Considerações finais: “Octopus” é considerado um dos grandes álbuns do Rock Progressivo setentista, constando de qualquer lista dos melhores e mais importantes álbuns do gênero. Encontramos aqui uma banda madura que, por mais que escorregue em alguns pontos, consegue firmar-se definitivamente como uma gigante do estilo, ao lado de grupos consagrados como Yes, Jethro Tull e ELP – por mais que não tenham obtido o sucesso comercial das mesmas.
O álbum foi lançado com duas capas distintas: uma feita pelo lendário padrinho do Prog Roger Dean e outra produzida para o mercado norte-americano. Ambas são belíssimas obras, estampando – como não poderia deixar de ser – imagens de um polvo, representando muitíssimo bem a musicalidade do disco – principalmente a versão americana, por apresentar um tom esverdeado, bem marítimo.
Então, caros leitores, a próxima vez que encontrarem um ensoberbecido boêmio, entusiasta dos grandes e renomados mestres da bossa, façam o favor de tacarem-lhe um Gentle Giant na cara para mostrá-lo que o Rock, há muito, não se resume a jaquetas de couro e um balançar de pélvis.
Postado por João Lemmos às 15:21 1 comentários
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Campanha Jornalista Esperança
Postado por Yuri Montanini às 13:46 0 comentários
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Devaneios de um bêbado insone
Postado por Yuri Montanini às 13:27 0 comentários
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Paixões Proibidas
Postado por Yuri Montanini às 11:55 4 comentários
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Leonardo começou mal no comando do milan. De todos os jogos que disputou venceu apenas um contra um time da terceira divisão italiana. Creio que o assunto seja interessante pois estamos falando de um time que tem um dos maiores jogadores da história(ronaldinho gaúcho,e alguém discorda?)um elenco recheado de campeões mundiais e no comando um campeão mundial nosso,Brasileiro. Além da primorosa cotovelada na copa de 1994(o que mostra que ele era enfim,um jogador de muito fundamente afinal dar uma cotovelada daquelas não se aprende em qualquer escolinha) leonardo foi um bom jogador, um bom servo a seleção e sempre pareceu boa praça. Tomara que se dê bem no Milan, vide o Dunga no Brasil(experiência é um fator questionavelmente determinante).
Mas sem dúvida alguma é muito cedo para duvidar de seu potencial. O milan tem um grande elenco e se (ironicamente claro,porque as coisas não funcionam assim) em cada jogo decisivo da temporada um deles pegar pra decidir,o milan pode ganhar tudo. Também como ele pode de fato ser muito ruim e isso já antecipar a sua incapacidade. Ou como sempre,pode não dizer nada e ele pode ser um técnico campeão. Muito cedo para conclusões.
Mas sem dúvida alguma a figura de Leonardo é interessante. Ele é um brasileiro totalmente europeu. Começando pelo seu tipo físico que obviamente já o coloca a vontade em todo o contexto. Desde sempre se adaptou muito a Europa,por lá ficou. E veja só, começou a carreira de treinador no Milan. Um cara desse,quando morrer, terá sido mais Italiano do que Brasileiro. E infelizmente,isso parece ser uma tendência. Vide o Fábio Aurélio,Kaká e outros. O que é, obviamente lamentável.
Postado por Plínio Lopes. às 12:01 2 comentários
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
Marrenta!
Postado por Yuri Montanini às 10:37 0 comentários
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domingo, 5 de julho de 2009
SABE PQ o nome ENGENHEIROS do HAWAII?
Na faculdade,os estudantes de arquitetura e engenharia se envolviam em rixas curriculares,filosóficas,estilos de vida opostos... Enfim,o pessoal da arquitetura inventou apelido pra acabar com inimigos."Todo estudante de arquitetura é meio arrogante,acha que os engenheiros estão abaixo.Tinha um pessoal na engenharia que usava aquelas roupas de surfista,e,para irritá-los,nós fazíamos questão de chama-los de "engenheiros" e,mais do que isso,engenheiros do hawaii,que é um paraíso meio kitsch".
Na época, Porto Alegre e o Brasil presenciavam uma explosão de bandas punk,quase sempre com nomes heróicos:Cavaleiros do apocalipse,Virgens Nucleares,Titãs,etc...Que segundo Humberto também contribuiu para a adoção do nome:"Sempre me assustou essa coisa heróica da música pop,porque te leva a ser meio semideus.Engenheiros do Hawaii era um nome desmistificador,ninguém nos levaria muito a sério.É um nome que até hoje nos protege de nos encararem como sacerdotes"
"SE VC CONHECE ALGUEM QUE ODEIA ENGHAW...
...veja em qual opção abaixo ela se encaixa...
01.As letras do Gessinger fazem pensar e você não acha isso necessário.
02.A mídia odeia a banda e você adora a mídia.
03.A banda não é paulista ou carioca.
04.O vocalista é prepotente e arrogante, pois fala o que pensa.
05.Tecnicamente, as músicas são horrorosas. Será que Humberto pensa que sabe tocar tão bem quanto Lisa Kudrow no seriado Friends ou canta como a Angélica?
06.Tua namorada acha o tecladista e o guitarrista bonitinhos.
07.Não é nada pessoal, você só não está acostumado com música em português mesmo.
08.Não é nada pessoal, você é daqueles que odeia tudo mesmo.
09.Você discordava de tudo aquilo que Maltz dizia enquanto tocava bateria.
10.As músicas são difíceis de decorar e os refrões complexos. Não possuem profundidade poética de 'Rala, ralando o tchan, rala, ralando...' ou 'abaixo da cintura é a bunda..."
by Sara Rezende de Souza
ENGENHARISTICAMENTE FALANDO...
HUMBERTO GESSINGER,
PROGRAMA LIVRE 1992
"...em musica,é um absurdo completo cara é a maior babaquise,
essa coisa de melhor ou pior,
as vezes perguntam "agora vcs são a melhor banda do brasil" como agora a partir de que horas ,depois das duas e meia,
é uma coisa absurda essa questao de melhores e piores,
eu to fora"
PEDRO BIAL,REFERINDO-SE À
HUMBERTO GESSINGER
"Um homem que fala aos corações de jovens,
que fala de si, sem saber que fala de todos,
um homem que em segundos viaja do amor ao ódio,
um homem que com letras mágicas, palavras verdadeiras,
fez alegrias, tristezas e sabedoria,
um homem que diz que não sabe porque...
merece ser chamado de gênio."
DESABAFO DE HUMBERTO,
SOBRE AS DROGAS
NUMA APRESENTAÇÃO DO BEM BRASIL
"...eu sou completamente careta,
sempre fui e nunca tomei e as vezes que fumei maconha achei um saco...
...eu só queria retifica isso,
não que tenha muita importancia,
mas acho legal a gente oferecer uma alternativa aos esterioticos de artistas
ou o que estão renegando o passado com as drogas,
ou que tão fazendo apologia com as drogas,
tem artistas que passam ao largo assim
e não acham que isso seja uma questão tão importante assim,
É MEU CASO,
entendeu
de dizer que não to nem ai pras drogas,
não uso,
to nem ai pra quem usa,
faça o que quiserem com vida de vocês,
mas não me ponham nesta guerra,
que eu to completamente fora cara,...
Porque eu sou um cara muito medroso
e eu não uso essas coisas...
...a gente tem que aprender vê TV,
aprender a ler jornal,
aprender a ler revista,
aprender a ouvir radio ,
por que não tá facil.
A luta pela grana ta feroz ,
cara
tá bravo."
VC PROCURAR TER CERTEZA DEPOIS
"na canção "Números" o Humberto canta "...anos luz,aos 33 Jesus na cruz,... exatamente no instante 33seg da música.
"Que as lágrimas dos inimigos lubrifiquem a engrenagem Hawaiana." (Dom Pycolli )
Engenheiros do Hawaii
local:
Terra de Gigantes, PoA
Brasil
Postado por Plínio Lopes. às 15:26 0 comentários
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